sábado, 25 de julho de 2009

O primeiro furo


O primeiro furo a gente nunca esquece...

Portuguesa contrata atacante Zé Carlos, do Cruzeiro, e aguarda por Athirson

O Portal Futebol Interior apurou com exclusividade mais um reforço da Portuguesa para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B. Sem espaço no Cruzeiro, o atacante Zé Carlos deve ser apresentado pela Lusa na próxima segunda-feira.

"Ele não está feliz lá. Vai conversar com o Eduardo Maluf (dirigente do Cruzeiro) nesta sexta e deve conseguir a liberação. Entre o jogador e a Portuguesa, está tudo certo", garantiu o presidente Manuel da Lupa, ao Portal FI.

O atacante não virá para a Portuguesa por empréstimo. Zé Carlos está infeliz no Cruzeiro e rescindirá o contrato com o time mineiro. Com isso, o jogador ficará livre para assinar um compromisso válido até o final do Campeonato Paulista de 2010.

"Com a chegada dele, ficamos com um elenco muito forte. Ainda mais que ninguém vai sair antes do final da Série B", garantiu da Lupa, que ainda espera confirmar nos próximos dias o acerto com o lateral-esquerdo Athirson, também no Cruzeiro. Falta apenas a liberação para o lateral ser anunciado.

Zé Carlos ganhou notoriedade no futebol brasileiro quando vestiu a camisa do Paulista no início do ano. Oportunista, o atacante (que se destacou no Corinthians Alagoano) marcou dez gols no Paulistão e se transferiu logo após a competição para o Cruzeiro. Em Belo Horizonte, marcou alguns gols, mas sempre foi reserva da equipe.

FOTO: SITE OFICIAL DO CRUZEIRO

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Quem se sai melhor?


Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Santos e São Paulo desistiram do planejamento estabelecidos pelas antigas comissões técnicas e apostaram em novos comandos para reverter a situação dentro e fora de campo. Destes todos, apenas o Rubro-Negro carioca ainda não definiu seu novo treinador.

Mas qual destes se deu melhor na troca de treinador. Quem deve engrenar? Quem deve, ao contrário, derrapar? Quem continuará na mesma? Lógico que é cedo para afirmar, porque todos os trabalhos estão em seu início, mas já é possível prever quais farão sucesso e quais serão agregados à lista de fracassos.

São Paulo
O primeiro a trocar de treinador foi o São Paulo, que demitiu Muricy Ramalho no dia 18 de julho, após a eliminação na Libertadores. Para o seu lugar, trouxe Ricardo Gomes. Em seis jogos pelo Campeonato Brasileiro, o novo treinador ostenta 44,4% de aproveitamento, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas.

A troca são-paulina, acredito, foi mais pela postura de Ricardo Gomes (educado, bilíngue, culto...) do que pelo passado. Em seu último clube, Gomes foi 11º colocado no Campeonato Francês pelo Monaco. Seus únicos bons trabalhos foram pelo Juventude (7º colocado no Brasileiro de 2002) e pelo Bordeuax (campeão francês). E só. A troca foi necessária. A escolha foi ruim.

Palmeiras
Foi certamente o que se deu melhor. Deixou de lado as eternas crises e o salário alto de Vanderlei Luxemburgo para apostar no trabalho de Muricy Ramalho, que chega mordido graças à demissão do São Paulo. O Verdão, que já tinha um time para brigar pelo título brasileiro, deve ficar ainda mais forte.

Chama a atenção, também a parceria entre Muricy e o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo. Após longa negociações, os dois chegaram a um acordo e assinaram contrato até dezembro de 2010. A parceria pode render lucros no futuro do clube. Troca bem feita.

Santos
Se a goleada para o Vitória por 6 x 2 demitiu Vágner Mancini, a falta de opções fez com que o Santos acertasse o retorno com Vanderlei Luxemburgo. O presidente Marcelo Teixeira sondou Muricy, mas recebeu um não como resposta. Decidiu, então, reviver um passado com o treinador, campeão brasileiro em 2004 e bicampeão paulista entre 2006 e 2007 pelo clube.

Os tempos, porém, são outros. Robinho, Deivid, Ricardinho e Elano não estão mais na Vila Belmiro. Zé Roberto também não. O time está desunido e coleciona problemas para serem resolvidos. Luxemburgo terá trabalho, mas principalmente terá de mostrar que pode voltar a ser o melhor técnico do Brasil, o que já não é há quatro anos. Troca ruim.

Fluminense
Mais uma aposta com base no passado. Carlos Alberto Parreira não deu certo no clube e deu lugar a Renato Gaúcho, que incrivelmente só trabalha no Rio de Janeiro. Assim como Luxemburgo no Santos, o treinador precisará entender que o momento é outro. Vice-campeão da Libertadores no ano passado, Renato pega um time desunido e em crise e não deve fazer um trabalho conciso.

Mais: o jornalista Paulo Vinícius Coelho levantou os dados sobre as quatro passagens de Renatop Gaúcho pelo Fluminense. Em todas, o aproveitamento não ultrapassou os 55% dos pontos disputados. Ao contrário. Na maioria das vezes, o time ganhou entre 30% e 40% dos pontos. Aproveitamento pífio para um dos grandes do Brasil. Troca ruim.

FOTO: ASSESSORIA DO PALMEIRAS

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Palpites do Brasileirão


Chegou a hora do Blog do Borges começar a dar a cara para bater. Nesta quarta-feira, sete jogos abrem a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro e, como todo jornalista que se preze, também darei meus palpites sobre os jogos deste meio de semana. No final, o blog fará um balanço de acertos e erros.

Confira os palpites:

Avaí x Grêmio
Em Florianópolis, o Avaí vem embalado por vitórias consecutivas sobre Goiás e Sport, ambas fora de casa. Mas, em casa, a coisa é diferente. Os comandados de Silas ainda não venceram diante de sua torcida e, por isso, aposto no Grêmio de Souza e Paulo Autuori. Embalado pela vitória sobre o rival Internacional, o Tricolor vence mais uma.

Santo André x Cruzeiro
O baque da perda da Libertadores continuará atingindo os cruzeirenses, que deve acumular mais um tropeço no Brasileirão. O Santo André faz boa campanha e, com time quase completo, deve complicar para a Raposa mineira. Vitória andreense.

Flamengo x Barueri
Tá certo, o time paulista está invicto há nove rodadas e vem de goleada sobre o Náutico, mas jogar contra o Flamengo é outra história. No Maracanã, o rubro-negro conta com o apoio de sua torcida e com a boa fase de Adriano, autor de sete gols em nove partidas desde seu retorno ao clube. Aqui, da vitória do Flamengo.

Santos x Atlético-PR
Vai ser suado, mas o Santos sairá da Vila Belmiro com a vitória na reestreia de Vanderlei Luxemburgo. O treinador adotará um esquema mais cauteloso, prestigiando sua defesa, mas não abdicará do ataque jogando em casa. A má fase do Furacão também colaborará. Vitória praiana.

Internacional x São Paulo
Os gaúchos vivem má fase, mas estão no G4. O São Paulo dá indícios de melhor futebol, mas não deixa os arredores da zona de rebaixamento. E mais: o Tricolor não vence como visitante desde 25 de março. Não tem como apostar em outro resultado: vitória do Internacional, com destaque para Nilmar.

Goiás x Palmeiras
Os goianos sempre fazem campanha considerável no Brasileirão, mas este ano sofrem com a irregularidade. Fora de casa, goleiam e fazem a festa. Dentro do Serra Dourada, viram presa fácil. A sina se manterá nesta quarta. Após anunciar Muricy Ramalho, o Palmeiras vencerá mais uma sob comando de Jorginho.

Náutico x Botafogo
O duelo do ruim contra o pior ainda. Ainda sem entrosamento entre os novos e os velhos jogadores, o Botafogo sofre dentro de campo, e por isso debe sucumbir perante à torcida do Náutico. Os pernambucanos vêm mordidos após a goleada sofrida para o Barueri, e vão se recuperar.

Coritiba x Sport
Jogando no Couto Pereira, o trio Marcos Aurélio, Ariel e Marcelinho Paraíba não deve decepcionar o técnico René Simões. Após bater o Grêmio de virada e empatar o clássico contra o Atlético-PR, o Coxa-Branca vencerá mais uma vez, agora contra o time de Emerson Leão.

Corinthians x Vitória
O Timão passará por uma reformulação nos próximos dias. Sem André Santos e Cristian, negociados com o Fenerbahçe (TUR), Mano Menezes conta com a boa fase de Ronaldo, que marcou cinco gols nos últimos dois jogos no Pacaembu (ainda fez um contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte). Vitória alvinegra.

Atlético-MG x Fluminense
Líder do Brasileirão, o Atlético-MG tem a volta de Diego Tardelli para manter a má fase do Fluminense, que por sua vez tem a estreia de Renato Gaúcho e confia no artilheiro Fred, que coleciona mais cartões vermelhos do que gols em sua volta ao Brasil. Por tudo isso e pelo jogo ser no Mineirão, vai dar... Atlético-MG.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Volta ao passado


Fluminense e Santos demitiram Carlos Alberto Parreira e Vágner Mancini, respectivamente, mas não ficaram muito tempo sem treinador. Logo depois tomar 4 do Goiás, o Tricolor carioca fechou com Renato Gaúcho, velho conhecido da torcida. Mesmo expediente fez o Peixe, que confirmou o retorno do badalado Vanderlei Luxemburgo, demitido há três semanas pelo Palmeiras.

A solução encontrada pelas duas diretorias é tentar reviver o passado, bem diferente e mais glorioso do que o presente. Renato Gaúcho foi o técnico da conquista da Copa do Brasil, em 2007, e do vice-campeonato da Libertadores, um ano depois. Foi demitido pela péssima campanha no Brasileirão, dirigiu o Vasco e, desde dezembro, não trabalha como técnico.

O nome do ex-atacante polêmico de Flamengo, Grêmio, Botafogo e Fluminense não é unanimidade. Renato coleciona desafetos a rodo, e não tem a confiança da maioria da torcida. A Unimed - parceira do Flu - espera que o treinador repita o sucesso de antes. Mas um ano se passou e o time ficou pelo caminho. Pouco menos de 365 dias depois da perda da Libertadores, o Fluminense perdeu Gabriel, Thiago Silva, Júnior César, Ygor, Arouca, Cícero, Thiago Neves, Dodô e Washington. A campanha no Brasileiro atual (penúltimo colocado, com sete pontos) diz tudo. Renato terá muito trabalho pela frente.

Já Luxemburgo é de casa no Santos. Esta será sua quarta passagem (97, 2004, 2006-07 e agora 2009), só que certamente será a mais trabalhosa. Ao contrário dos outros anos, o treinador pega um Santos em crise e brigando para não cair no Campeonato Brasileiro. Além disso, a base do time já está formada, o que impede o "planejamento" tão ressaltado pelo comandante.

Sem Robinho, Deivid, Ricardinho, Zé Roberto e Kléber, Luxemburgo terá que calar a boca dos críticos e tentar reviver a carreira e o status de melhor técnico do Brasil. Mas começar um trabalho em meio a um campeonato não parece ter cara de Luxemburgo. O desafio será enorme, uma vez que o dinheiro para contratações, antes tão abrangente, está escasso.

FOTO: AGÊNCIA ESTADO

terça-feira, 14 de julho de 2009

A culpa não é só deles

Não é de hoje que se fala em supervalorização de técnicos no futebol brasileiro. Com a ausência de craques (os daqui estão na Europa), o futebol nacional ficou dependente das estratégias montadas pelos professores, que, vestidos com terno e gravata ou agasalho do clube, sempre acabam levando a culpa por insucessos dos clubes. Isso é covardia.

Veja os últimos exemplos, como Vanderlei Luxemburgo, Carlos Alberto Parreira, Muricy Ramalho e Vágner Mancini. De todos, o exemplo de Parreira é o mais elucidativo. Campeão do mundo em 94, ele é ligadíssimo ao Fluminense, tanto que aceitou dirigir o time na Série C, em 99, sendo campeão do torneio em seguida. Mas o que fizeram com ele em sua última passagem foi sacanagem.

Não é que a campanha não tenha sido ruim (8 vitórias, 9 empates e 7 derrotas em 24 jogos), mas parece que o único culpado é ele. O Fluminense não é um time autônomo. Depende, e muito, da Unimed, que acaba tomando as decisões que deveriam ser da diretoria. Faz contratações caras, gasta milhões para contratar jogadores de nome, e não dá valor aos que surgem nas categorias de base ou mesmo aos que já estão lá, roendo o osso.

Adianta pagar milhões para ter Thiago Neves por 3 meses? Adianta repatriar Fred, dar-lhe o maior salário do elenco (R$ 350 mil mensais) e querer que ele resolva sozinho? E os outros, como é que ficam? Sem planejamento nenhum, o Fluminense fica perdido dentro e fora de campo. É melhor abrir o olho, antes que o rebaixamento vire realidade. A culpa disso não é do Parreira, e sim da gestão de futebol.

Mesmo problema encontrado no Santos, que faz milagres para manter Fábio Costa e Kléber Pereira, repatria Lúcio Flávio, Fabão e Léo com salários altos e não dá respaldo a Vágner Mancini. O treinador tentou se impor, mas, quando quis afastar os "problemas", foi impedido pelo presidente Marcelo Teixeira. Agora, o dirigente deve torrar mais R$ 500 mil ou R$ 600 mil para trazer Vanderlei Luxemburgo ou Muricy Ramalho.

É por isso que dinheiro não resolve as coisas se for deixado na mão de quem não sabe administrá-lo. É como dar o prêmio da Mega-Sena na mão de um macaco: vira desastre total. Santos e Fluminense mostraram que não sabem valorizar o dinheiro que investem em seu time. O Flamengo também não sabe (paga R$ 360 mil para um descompromissado Adriano). Por isso, seguirão batendo cabeças antes de acertar a mão.

O segredo não é dinheiro. É bem mais simples que isso. É planejamento.

FOTO: RICARDO CASSIANO (LANCENET!)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O ano do Timão


Em 2007, parecia o fim de um dos clubes mais vitoriosos do país. O Corinthians foi rebaixado e teve um ano de provação na Série B. Mas aprendeu uma grande virtude: soube se planejar corretamente e montou um grande time, principalmente para os adversários que iria enfrentar durante todo o ano de 2008. Pouco mais de um ano depois, o Timão colhe os frutos de ter se planejado como devia.

Para começar, trouxe Mano Menezes, que já havia subido com o Grêmio. Contratou, entre outros, Alessandro, Chicão, William, André Santos, Fabinho, Douglas, Elias e Morais. Fez o que quis na Série B e foi campeão com uma campanha histórica. Em 38 jogos, foram 25 vitórias, 10 empates e somente 3 derrotas. O ataque balançou as redes 79 vezes.

Na virada do ano, o Corinthians contratou somente o necessário para voltar a figurar entre os maiores clubes do país. Manteve a defesa e contratou peças para reforçar o seu ataque, como Jorge Henrique, do Botafogo, e Souza, do Panathinaikos (GRE). Por fim, trouxe a cereja do bolo: Ronaldo Fenômeno.

Com tudo isso, o planejamento tornou-se perfeito. Foi campeão paulista invicto, o que não acontecia desde 1972, e venceu a Copa do Brasil, contra o aparentemente favorito Internacional. E mais: tem tudo para brigar pelas posições de cima no Campeonato Brasileiro.

O Corinthians chegará forte em 2010, ano do centenário. Reforços de peso serão contratados, como o lateral Sylvinho, o volante Edu e, por que não, o meia Deco. O time perderá mais jogadores, mas faz parte do processo de um time campeão. A conclusão é que, dois anos depois do acontecido, o rebaixamento foi sem dúvida a melhor coisa para o Corinthians.

FOTO: SÉRGIO CASTRO (AE)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Cara de campeão


2002. Santos classifica-se em oitavo na fase de classificação e pega, de cara, o melhor time do campeonato, o São Paulo. Diego e Robinho crescem a acabam com a marra de Kaká, Ricardinho e companhia. Resultado: eliminam o Tricolor e partem rumo ao título brasileiro, então inédito.

2004. Diego pega rebote pelo lado direito e cruza na área. Luís Fabiano acerta um coice na cabeça de um zagueiro argentino e a bola sobra para Adriano. O Imperador enche o pé e acerta o canto esquerdo, estufando a rede e empatando a decisão da Copa América. O resultado, todos já conhecem.

2005. Cicinho corta para o meio do campo e arrisca de perna esquerda, a sua mais fraca. O chute sai certeiro, no ângulo esquerdo de Marcos, que pula, mas em vão. O gol garante a vitória do São Paulo e faz o time avançar na Copa Libertadores.

2006. Rogério Ceni larga cruzamento de Jorge Wagner nos pés de Fernandão. O camisa 9 completa o erro do goleiro são-paulino e abre o placar para o Inter, no Beira-Rio, na segunda final da Libertadores. Era o caminho para o título.

Os exemplos acima mostram que, quando é pra ser, ninguém tira (frase poética, não?). É possível perceber quando um time tem cara de campeão. Acontece todo ano, é só prestar atenção. Nas próximas semanas, a tese ganhará mais dois exemplos fortes: Corinthians e Cruzeiro.

O Timão carimbará seu tricampeonato da Copa do Brasil contra o Internacional no próximo 1º de julho. A marca da conquista é o gol de coxa de Jorge Henrique, nas quartas-de-final contra o Fluminense. Você já viu um gol parecido com aquele? Não? Pois é, nem eu! É sinal de que a taça ficará no Parque São Jorge. A vitória por 2 a 0 na primeira partida e a possibilidade de uma derrota por um gol é outro sinal.

Em relação ao Cruzeiro, basta ver a aplicação do time. Venceu o favorito São Paulo com duas exibições incontestáveis. Nesta quarta, atropelou o também favorito Grêmio e só não enfiou mais porque relaxou no final. A marca da conquista? O gol do volante Henrique, contra o São Paulo, no Morumbi. Nunca um chute entrou tão rente à trave direita e ao travessão como aquele. Que curva! Que chutaço! Golaço!

Pode ser que eu erre e Internacional e Grêmio mostrem que, como diz o ditado gaúcho, "não está morto quem peleia". Os dois têm times fortíssimos e podem vencer Corinthians e Cruzeiro, como estes fizeram quando foram mandantes. Mas não sei não... a pinta de campeão está com paulistas e mineiros.

domingo, 21 de junho de 2009

2009 acabou


Depois de demitir o técnico Muricy Ramalho na última sexta-feira, o São Paulo já anunciou seu substituto. É Ricardo Gomes, ex-zagueiro de Fluminense, Paris Saint Germain (FRA) e Seleção Brasileira. Seu currículo como treinador, porém, não chega nem aos pés dos frutos colhidos em sua época de atleta.

Aos 44 anos, Ricardo Gomes trabalhou no Vitória, no Sport, no Guarani, no Juventude, no Flamengo e no Fluminense. Destes, fez um bom papel somente no Juventude, quando foi 7º colocado no Campeonato Brasileiro de 2002. Depois, assumiu a Seleção Brasileira sub-23, com o objetivo de levar o time às Olimpíadas.

O time tinha Kaká, Diego, Robinho, Elano, Daniel Carvalho, Adriano, Nilmar, Dagoberto... e ficou pelo caminho. No Torneio Pré-Olímpico, Kaká e Adriano não jogaram porque não foram liberados por seus clubes, mas o resto estava em campo. Resultado: decepção e eliminação após derrota para o fraco Paraguai.

Depois daí, Ricardo Gomes rodou o futebol francês. Dirigiu Bordeaux (foi campeão nacional) e Monaco, onde nunca engrenou. Seu último trabalho não o credencia a resolver os problemas do São Paulo. Ficou em 11º lugar no Campeonato Francês e foi dispensado duas rodadas antes do término do torneio.

Conclusão
Digo tudo isso porque, no momento em que Juvenal Juvêncio contratou Ricardo Gomes, acredito que a temporada de 2009 acabou. O time não se encontra em campo, não tem Rogério Ceni e, agora, apostará em um técnico mediano, que coleciona trabalhos abaixo da média. Apesar de ser um ser humano decente (acredito!), ele está longe de ser o nome ideal.

Aposto também que Ricardo Gomes ficará somente até o final do ano no São Paulo. A partir daí, o clube procurará um nome de mais peso. Cuca (que tem bom relacionamento com Juvenal) é o favorito, na minha opinião, mas Abel Braga (se a multa rescisória no Catar não pesar) pode entrar na briga. Tite, dependendo de seus resultados pelo Internacional, também é um nome forte.

Paulo Autuori é o preferido, mas...

É... o ano de 2009 acabou. O São Paulo terá que se contentar em disputar, talvez, a Copa do Brasil, enquanto o rival Corinthians retorna à Libertadores. Triste, né?!

FOTO: DANIEL KFOURI (AP)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Fim de um ciclo


Muricy Ramalho não é mais técnico do São Paulo. A decisão foi tomada no início da noite desta sexta-feira, quando o presidente Juvenal Juvêncio se reuniu com o treinador e anunciou que não havia mais clima para que ele continuasse na direção do clube. Assim, o contrato de Muricy com o São Paulo, válido até dezembro de 2010, será rescindido.

A gota d'água foi justamente a eliminação na Libertadores nesta quarta-feira, diante de um Morumbi lotado. O Cruzeiro fez o que quis com o São Paulo e venceu por 2 a 0. Muricy foi apoiado pela torcida, que gritou seu nome ao final do jogo, mas deixou claro seu abatimento e constrangimento pelo resultado.

É complicado comentar a atitude de Juvenal Juvêncio, principalmente porque escrevi há poucas semanas um texto defendendo a permanência de Muricy Ramalho no clube. Mas de fato sua situação ficou insustentável. Estive no Morumbi nesta quarta-feira e, assim como os outros 52 mil torcedores, fiquei abismado com a apatia do time são-paulino.

Muricy não entra em campo. Não faz gols, muito menos os perde. Mas é ele quem escala. E, contra o Cruzeiro, escalou novamente mal. Richarlyson não pode ser terceiro zagueiro. Eduardo Costa não pode distribuir tanta pancada no meio-campo. Zé Luís não pode ser lateral-direito. E Washington não pode ser intocável. Com Muricy, isso acontecia de uma vez só.

Durante o jogo, tive a sensação de que Muricy não tem mais o que inventar no São Paulo. Suas inovações táticas ou montagens de time ficaram manjadas. O time ficou manjado, sempre com a bola aérea. Muricy não consegue mais ser novidade. Virou banal. É o fim de um ciclo vitorioso. Apesar de todos os problemas, foi ele quem deu o único tricampeonato seguido da história do clube. E mais: transformou o São Paulo no maior campeão brasileiro de todos, com 6 taças.

E agora?
Fica a pergunta: quem assumirá o São Paulo agora? Milton Cruz comandará o time no clássico contra o Corinthians. Tem pessoas livres no mercado, como Nelsinho Baptista, Renato Gaúcho e Geninho, mas não acredito em nenhum. Se pudesse apostar, jogaria minhas fichas em Abel Braga. Mas não descarto o nome de Cuca, que deve deixar o Flamengo em caso de mais uma derrota.

Vale lembrar: a montagem do time campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes começou com Cuca, ainda em 2004. Ele foi aposta de Juvenal. Seria ele o cara?

FOTO: VIPCOMM

terça-feira, 16 de junho de 2009

Lugar cativo


Gilberto Silva. Kléber. Robinho. Existem três titulares da atual Seleção Brasileira que não correspondem quando entram em campo. Estes três nomes, porém, vivem uma situação curiosa. Mesmo não rendendo o esperado em campo, têm uma absoluta certeza: serão titulares na Copa do Mundo de 2010.

A começar por Gilberto Silva. Ele foi um monstro em 2002 e mereceu ficar com a vaga de titular durante a Copa. Viveu momentos áureos no Arsenal e virou um dos melhores da Europa. Mas passou. Hoje, aos 32 anos, tudo o que tinha de diferente dos demais ficou pelo caminho. Gilberto era dono de um bom passe, de cabeceios precisos, de explosão física e qualidade de marcação. Hoje, o que vemos é o oposto: um volante lento, de passes verticais e bastante limitado.

Kléber virou solução para a lateral-esquerda após sua grande fase no Santos, em 2007. Mas, de lá pra cá, não jogou mais NENHUMA partida boa. Era notável sua habilidade de passe. Hoje, isso não existe. Na vitória sobre o Egito, 4 a 3, na segunda-feira, Kléber não atacou e muito menos marcou. É um peso morto com a camisa 6. Nem de longe mostra condições para substituir Roberto Carlos.

Com Robinho, o caso é até mais sério. Diferente dos outros, ele já foi unanimidade, quando jogava no Santos. Depois que foi para a Europa, sumiu. Virou reserva no Real Madrid e, agora, joga no fraco Manchester City. Na Seleção, fez uma grande Copa América em 2007 e... só! Robinho é individualista, egoísta, brincalhão demais, pouco objetivo. Desaprendeu tudo que sabia no Santos e, na Inglaterra, não acrescentou nada à seu repertório. Virou um Denilson...

Estes três são os principais problemas para Dunga resolver na Seleção. Nomes para substituí-los não faltam. No meio, Lucas (Liverpool), Denilson (Arsenal), Ramires (Cruzeiro), Hernanes (São Paulo) e Renato (Sevilla), por exemplo. Na lateral, Marcelo (Real Madrid), Fábio Aurélio (Liverpool) e Juan (Flamengo). No ataque, então, nem se fala: Nilmar (Inter), Pato (Milan), Keirrison (Palmeiras) e Ronaldinho (Milan), fora os de mais presença de área, como Fred (Fluminense), Grafite (Wolfsburg), Ronaldo (Corinthians)...

A Seleção Brasileira não tem carência de jogadores. Pelo contrário. Existe até abundância. Por este motivo, deixar estes jogadores chega a ser burrice. Apesar dos apelos, sei que não adianta falar. Dunga morrerá abraçado com os três, garantidos na Copa 2010. Se vencer, virarão craques. Se perder... bem, deixa pra lá!